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Nos dias de hoje, o computador faz parte de nossa vida tanto quanto a televisão, os jornais ou o rádio. Tornou-se um meio de comunicação, um facilitador de tarefas, uma agenda e um porta-arquivo. Quem faz jornalismo não consegue raciocinar a profissão sem essa caixa retangular e seus botões de ligar, desligar e ejetar, seja CD seja disquete. Na verdade, me incluo nesse grupo, não somente como jornalista, como quase dependente dessa bendita caixa. A caixa, conhecida como gabinete, é como o coração e o cérebro do computador. É formada essencialmente por uma placa mãe, HD onde grava os dados, e mais uma série de nomes técnicos que acabamos nos acostumando. Sem ela, não adianta nada o resto, ali está concentrada nossas esperanças, anseios, planos, metas, trabalhos. É mais pessoal que um diário, embora por vezes tenhamos de partilhá-la como um pacote de nossos biscoitos favoritos: mesmo que não queiramos, temos que faze-lo, ou teremos de agüentar cara feia. Temo dizer que meu computador faz tão parte de minha vida que parece como um cachorro birrento, que por vezes rouba-lhe o sapato somente para chamar a atenção, só que não é o sapato o artigo roubado e sim algum trabalho para entregar “pra ontem”. Quando isso acontece, ele é a razão de minhas maiores frustrações e irritações. Já perdi a conta de quantas promessas fiz e de quantas vezes conversei com esse gabinete, na vã esperança de que ele me escute e devolva o trabalho, ou ao menos permita que eu continue a fazê-lo sem mais contratempos. Aí, ele se transforma em um padre, que escuta nossas confissões em busca de uma redenção, não que adiante de algo, pois ele apenas escuta e nada faz para ajudar. Mais frustrante que uma nota baixa em um trabalho no qual me esforcei, é apertar o botão de ligar e ele simplesmente não iniciar. Isso acontece geralmente quando viajo e volto ansiosa para saber se chegou a resposta pela qual esperava. Então, ele age novamente como o cãozinho birrento, que por saudades do dono têm de fazer algo para demonstrar o tamanho de sua insatisfação. É nessas horas que de fato acredito ser meu computador um ser dotado de vontade própria, dando erros quando bem entende e passando a funcionar assim que olha para o técnico. Afinal, basta chegar a loja para que ele funcione perfeitamente. Se para mim esse computador é sinônimo de angústia, para o técnico ele é um paradoxo. Caso não me conhecesse, diria que é apenas frescura, mas ele me conhece e conhece Paulo César, meu computador. Sim, de tanto demonstrar sua personalidade, ele ganhou um nome. Até mesmo o técnico concorda que, por vezes, se trata de uma criatura sentimental e birrenta: hora funciona perfeitamente, hora pifa e retorna das cinzas, como uma fênix. E apesar de todas as frustrações, sinto-me presa a esse computador, como um casamento com problemas no qual tentamos superar para continuarmos juntos. Só consigo trabalhar junto a ele, perdi a conta de quantas vezes tentei ir para o Núcleo de Informática da Católica fazer meus trabalhos. Aquelas caixas parecem tão impessoais que me vejo novamente correndo para Paulo César e seus defeitos: sou-lhe fiel até o fim. Vivemos nessa relação de cão e seu dono, onde eu por vezes tenho vontade de pegar o jornal e ensinar-lhe a não fazer besteiras. Então, ele funciona perfeitamente, como o cãozinho que traz o chinelo do dono, cansado do trabalho de um dia inteiro. É nessas horas que esqueço todas as ameaças de jogá-lo da janela do 11º andar onde moro, todas as coisas absurdas que havia dito simplesmente por que ele não funcionara. Como o dono do cachorro que fica bobo com a cara dócil de seu cachorro, fico feliz de ver o trabalho fluindo. Nessa sociedade onde ter um computador faz toda a diferença, quantos de nós não fomos adotando-os como animais de estimação? Nos divertem e irritam tanto quanto um cachorro novinho! No fim das contas, acabamos é nos tornando dependentes deles, como se nós fossemos os cães e eles os donos. Afinal, dependemos da boa vontade dele para terminarmos a pesquisa e a digitação. No fim das contas, a relação de cão e dono muda freqüentemente os papéis. Se somos donos ou cães, depende da situação. De uma forma ou de outra, não abro mão de Paulo César: só ele faz o trabalho realmente fluir. Pequeno surto por Katherine Coutinho, lá pelas 18:40
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( : : E lá vem ela! : : )
Katherine Coutinho, carioca, erradicada no Recife e de férias da faculdade de jornalismo, prazer. Nasci numa sexta-feira há 20 primaveras, e realmente gosto de ter essa idade.
Gosto de ir à praia, observar a lua, ouvir música, ler e muitas outras coisas. Tô super animada com 2008! Esse é o recanto das minhas idéias, dos meus poemas e surtos, enfim, coisas que me dão na telha. Talvez por isso o nome do blog seja Tudo Sobre Nada.
( : : Os amigos que escrevem por aí : : )
Memórias, por Renata Boloteenha, por SoSo ( : : Os outros surtos : : )
( : : Pela rede : : )
Letras de Músicas Soraya Sorriso - Digital Scraps Design Madame Pince Dicionário de Latim
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